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Apresentação geral

Justificação

Objetivos

Produtos esperados

Agenda


Apresentação integral
Apresentação dos patrocinadores e do coordenador
Glossário

Justificação do projeto MISTICA

Desde o final da década de 80, vários grupos da sociedade civil estavam convencidos das possibilidades oferecidas pelo que se chamava naquela época de CMC "comunicação mediante computador". Investiram tempo e energia tentando dar poder aos usuários dessas tecnologias para as transformar, através de um processo de apropriação, num instrumento-chave para o desenvolvimento, susceptível de reduzir as diferenças entre o Norte e o Sul. Esses grupos foram aumentando à medida em que a tecnologia ia evoluindo, integrando o componente de informação2 e transformando-se; na segunda parte dos anos 90, num novo meio que chamou a atenção de todos os agentes da sociedade, desde os que trabalham com negócios até os que trabalham na administração pública. As visões um tanto utópicas do período inicial tiveram que ser matizadas e combinadas com as novas realidades, onde a própria tecnologia parece poder servir os interesses de diferentes ordens, como os da globalização econômica ou os da democracia participativa.

Esta evolução muito rápida, as transformações em direção a uma sociedade na qual a informação tem um papel preponderante e as reais dificuldades em medir os impactos desta tecnologia no âmbito dos usuários, deixaram uma panóplia de hipóteses de trabalho muito otimistas quanto ao proveito que deveria trazer o uso das NTIC nas comunidades que trabalham para o desenvolvimento. Não obstante, as hipóteses não puderam ser confrontadas com a realidade da área. Os estudos que medem os impactos são muito raros, como também ainda são raros os dados descritivos dos grupos de usuários. Além do mais, tais estudos são dificultados pela necessidade de distinguir os níveis de apropriação das tecnologias a serviço do desenvolvimento3.

Por outro lado, em muitas regiões, particularmente na América Latina e no Caribe, os agentes do desenvolvimento sofreram as mudanças econômicas aceleradas nos padrões tradicionais de cooperação e, para sobreviver, tiveram que adotar atitudes mais competitivas que não facilitaram o trabalho cooperativo dentro do setor.

Se as promessas iniciais da CMC continuam e expressam-se ainda mais fortemente com as NTIC, se as oportunidades são maiores, assim também são os objetivos a as ameaças através da presença crescente e muitas vezes descontrolada das forças de mercado no seio dessas tecnologias. Por outro lado, no mesmo período, o movimento dos agentes sociais foi globalmente debilitado em conseqüência de mudanças geopolíticas. Os dados quantitativos sobre o impacto social dessas tecnologias continuam escassos e, assim, torna-se urgente pensar em esforços mobilizadores que possam, ao mesmo tempo, fortalecer o setor e possibilitar a criação de mecanismos para um real conhecimento dos impactos destas tecnologias na sociedade, especialmente nos setores da sociedade civil.

Os problemas de infra-estrutura para as NTIC não desapareceram e permanecem sérios nas regiões distantes dos centros urbanos; perderam, contudo, a urgência inicial da década. Com a evolução acelerada do meio tecnológico, com o risco claro de que os elementos transformadores da sociedade sejam reduzidos pela força dos grandes agentes do mercado cada dia mais imponente , o enfoque deve ser orientado em direção aos métodos e mecanismos susceptíveis de cultivar e fazer renascer a pró-atividade e a integração dos agentes sociais.

Necessita-se projetos mobilizadores e empreendedores que possam catalisar as mudanças e oferecer reais oportunidades de colaboração com este grupo-chave para o desenvolvimento. Será necessário aumentar a eficácia dos numerosos agentes, ajudá-los a estabelecer marcos cooperativos, sensibilizá-los sobre a importância de medir os impactos de suas ações e fortalecê-los para que possam exercer seu papel dentro do novo desenho de nossas sociedades.

Os agentes que procuramos reunir para trabalhar juntos não necessitam, neste momento, de financiamento para a compra de equipamentos ou acesso à Internet; necessitam, sobretudo, de apoio financeiro para empreender ações conjuntas, refletir coletivamente, e experimentar novas aplicações e metodologias que abram caminhos inovadores no uso social das tecnologias da informação na sociedade civil latino-americana. Abrir este caminho conjunto requer recursos dificilmente encontráveis na cooperação internacional, mais interessada na instalação de equipamentos e na transferência tecnológica. Os nichos específicos do CIPD, em pesquisa para o desenvolvimento, e da FPH, na reflexão e no intercâmbio de experiências para a dinamização dos movimentos sociais, tornam possível a realização de atividades como as aqui propostas. Por seus produtos de informação, por suas metodologias aplicadas, por suas aplicações-piloto orientadas para a medição dos impactos sociais das NTIC, bem como por seu próprio valor exemplar em termos de colaboração aberta, este projeto pretende contribuir para ajudar o setor social das NTIC a assumir plenamente seu papel na América Latina e no Caribe.


2. El gopher nació en el 1991 y el Web en el 1993, cuando comenzó a globalizarse la Internet.

3. No se puede medir de la misma manera a usuari@ hábil que se ha transformado en un comunicador/a y consumidor/a global de la Internet, y al usuari@ igualmente hábil que en cambio ha aprendido a usar las herramientas para promover sus ideas a través de la producción de información y para crear comunidades virtuales al servicio del desarrollo.

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Última modificação: 20/03/2000