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Os homens e as tecnologias
Autor:
Fundación Charles Leopold Mayer (FPH)
Fecha de Publicación:
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Conteúdo
Introdução
O mundo da moeda e das finanças
Administração
Relação entre os homens através das máquinas
As redes "cidadãos" e comunitárias
Expressões humanistas e culturais
Palabras claves:
Localización:
Ciberoteca > Temática > esp_doc_ino.html
Documentos conexos:

Ciências e técnicas ocupam um lugar cada dia mais importante em nossa sociedade. O papel e o valor que lhes damos contribui para projetar o futuro que queremos para a humanidade de amanhã. Dentre essas técnicas, a da eletrônica, da informática e das telecomunicações constituem o que o uso atual denomina globalmente de tecnologias da informação e da comunicação (TIC). Essas tecnologias, que na verdade não são mais "novas", desempenham hoje e para amanhã um papel tão determinante que é comum se falar de "sociedade da informação". A maior parte das atividades humanas, da vida cotidiana à do trabalho, do nível local ao nível planetário, são direta ou indiretamente concernidas e modificadas pelas TIC, pelos intercâmbios de informações e de dados de todos os tipos.

As tecnologias da informação são ao mesmo tempo o sinal, o vector e o motor da sociedade de amanhã. Para desempenhar esse papel determinante, elas devem ser consideradas, apesar do progresso e da complexidade técnica que representam, como simples ferramentas a serviço das pessoas e dos grupos humanos. Muito além do fascínio que elas podem exercer, essas tecnologias serão capazes de se tornar um meio privilegiado para enfrentar os desafios de um mundo em mutação, de construir um mundo de homens e de mulheres responsáveis e solidários?

Decisões políticas e sociais importantes sobre o uso das ciências e das técnicas comprometem o futuro de nossas sociedades; tomemos como exemplo a energia nuclear e as OGM. As TIC, quanto a elas, são ferramentas ambivalentes cujo emprego, influíram e vão ainda transformar profundamente no nosso modo de vida, nas nossas relações com o próximo. Provavelmente elas vão contribuir abundantemente para influir em múltiplos aspectos de nossa sociedade. Ambivalentes porque elas podem ir para o melhor ou para o pior. Como valorizar esse melhor e evitar esse pior?

Escolhas se impõem, pois, a fim de que os cidadãos, individualmente, ou em grupos de estruturas as mais diversas, engajem, face aos progressos técnicos, em particular os das TIC, processos ativos a serviço dos usuários em função de suas próprias necessidades de informação para a ação. A questão das finalidades das técnicas e das ferramentas deve ser colocada pelos usuários a fim de que eles próprios determinem o valor acrescido (ou o valor modificado, conceito que deveria ser visto na sua complexidade), que as técnicas da informação podem trazer à vida das sociedades, em um mundo em grande mutação. Essas tecnologias são freqüentemente observadas através dos usos diversos com os quais buscamos antecipar o futuro, com as quais olhamos com curiosidade o tornar-se e a evolução. No entanto, a questão real é outra: que finalidade procuramos no seu emprego e a serviço de que sociedade, de que cidadãos? Que valor acrescido nos trazem essas tecnologias no desenvolvimento da construção de uma sociedade solidária e durável?

De maneira transversal, todas as atividades humanas podem assim ser passadas em revista. Existem, no entanto, certas áreas mais críticas do que outras, cuja importância ou atualidade nos tocam ou nos questionam mais do que outras. Algumas são universais e outras são específicas a certos continentes, a certas culturas

Em seqüência aos trabalhos sobre a questão do domínio social das tecnologias, feitos pela FPH e seus aliados VECAM, FUNREDES, ANAIS e outros, nos propomos a identificar os temas mais essenciais. Aqueles cuja própria natureza é influenciada de maneira decisiva pela utilização das TIC. Aqueles cuja importância podem provocar incidentes graves e a longo termo na nossa sociedade. Esses temas escolhidos e propostos aqui são resultados de um arbitrário sustentado, no entanto pela potencialidade de adoção por uma estrutura associativa, universitária, industrial ou outra capaz de animá-la, de enriquecê-la por sua força de proposta vinda da experiência e da reflexão.

O objetivo é apropriar-se desses temas e, depois de analisar suas potencialidades, visionar idéias a fim de que as utilizações das tecnologias informáticas e da comunicação sirvam para acelerar as mudanças ou para resolver os desafios na construção do mundo de amanhã.

Se o trabalho é concretizado, quer dizer, rico em ensinamentos e propostas, ele dará lugar à edição nas línguas as mais apropriadas. Os diferentes colaboradores potenciais identificados mas não de maneira exaustiva são :

  • EACN: European Association for Cooperative Networking
  • VECAM: Veille Européenne et Citoyenne
  • FPH: Fondation Charles Leopold Mayer
  • Europ99, Paris
  • Trans Europe Halles, Paris
  • AVN: Association européenne des villes numériques
  • APC: Association for Progressive Communications e seus diferentes componentes como Globenet na França
  • FUNREDES: Fundação Redes e Desenvolvimento (Fundación Redes y Desarrollo), Santo Domingo
  • VIDEAZIMUTH, Montreal (Canadá)
  • CRDI, Canadá
  • ANAIS: Rede africana de apropriação das TIC, Bamako
  • Observatoire de la finance, Genebra
  • CNRS: Centre National Français de la Recherche Scientifique
  • Observatório da comunicação e da animação local - CNRS + Universidade Paris 1
  • a revista Terminal
  • etc.

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O mundo da moeda e das finanças

Os rápidos progressos das tecnologias de processamento da informação têm uma grande influência sobre as instituições, os instrumentos e as práticas financeiras. Do mesmo modo, os meios oferecidos pelas tecnologias da comunicação, principalmente a Internet, transformam a economia e as práticas de serviços financeiros. Essa mudança de escala na condução da economia introduz novas modalidades nas formas de câmbios, nas práticas de criação de moeda, nas soberanias dos estados e das organizações mundiais. Assim, as finanças mundiais evoluíram sem medidas. Nesse palco, as TIC tiveram seu papel: o casal informática e telecomunicações unificou um mercado mundial, encurtou o tempo e suprimiu intermediários.

Outro ponto de vista: a sociedade, do nível mais local ao nível mais global funciona e tira sua coesão, seu desenvolvimento e sua perenidade dos intercâmbios e das relações entre as pessoas, as sociedades e seu meio ambiente. Há mais de dois milênios a moeda foi o meio - cada vez mais sofisticado e cada vez mais hegemônico, do crescimento e do regulamento dos intercâmbios. Esse meio tornou-se insuficiente. Primeiro porque ele concilia mal globalização dos intercâmbios e desenvolvimento dos intercâmbios locais. Depois, porque a utilização de um indicador único - o preço - não dá ao comprador o conjunto de informações que seriam pertinentes para sua escolha. Por exemplo, o preço não diz nada sobre as condições de produção do bem ou do serviço comprado, sobre a participação respectiva do trabalho humano, de recursos renováveis ou não que ele contém, sobre os múltiplos impactos diretos ou indiretos, próximos ou distantes de sua produção e de sua venda .

A moeda, pela sua simplicidade de utilização, pela extensão de sua definição e pelo desenvolvimento de instrumentos operacionais sofisticados de gestão aos quais ela deu nascimento (contabilidade, serviços e produtos financeiros) parece eterna, incontornável, indestronável. E no entanto existe um duplo movimento que questiona esse monopólio:

  • a aparição de moedas paralelas, "privadas", na escala de um território, de uma empresa, dos clientes de uma cadeia de lojas, dos utilizadores da Internet, etc.,
  • a reivindicação dos "consumidores" de ter mais informações sobre a natureza do que adquirem e sobre o impacto dessa compra sobre o bem comum: etiqueta contendo a origem dos produtos, cláusulas sociais de sua produção, investimentos éticos, comércio equitável, utilização da "marca ecológica" dos produtos e nos serviços consumidos...

O desenvolvimento das capacidades de processamento e transmissão da informação cria uma situação radicalmente nova, favorável à emergência de tais alternativas.

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Administração

Quais são os benefícios - os riscos e as oportunidades - oferecidos pelas TIC aos cidadãos em suas relações com as administrações públicas - do local ao mundial. Como o uso das TIC conseguirá evitar a abordagem dos problemas sociais das coletividades locais por uma verticalização "por projeto" simplificada e desumana.

Quais são os benefícios possíveis das TIC para o serviço público, para os serviços em geral, para as relações entre administrações e administrados. Que será da cidadania em um meio ambiente onde é grande a tentação de substituir as pesquisas e análises locais destinadas a aproximar os habitantes das cidades e das regiões dos peritos e das administrações pelo emprego das tecnologias, às vezes bastante sofisticadas, desumanas e fora da realidade (conferir os sistemas de bases de dados urbanos, as análises de territórios por satélite, as sondagens e pesquisas estatísticas).

Quais são os benefícios sociais do emprego das TIC nas aplicações territoriais como as que foram desenvolvidas na realização das "cidades e regiões digitais". Como esses instrumentos permitirão um crescimento da participação das pessoas à vida de sua cidade, de sua região, etc.

Como o emprego dessas TIC podem contribuir para reforçar a apropriação do princípio de subsidiaridade integrando as práticas de participação ativa dos cidadãos nas questões referentes ao urbanismo, ao hábitat, à política da pesquisa técnica e científica.

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Relação entre os homens através das máquinas

Quais são as características das relações entre os homens através das máquinas de novas tecnologias destinadas à comunicação e à informação - entende-se aí todas as tecnologias dependentes da eletrônica- e os homens, mulheres, cidadãos, consumidores, usuários de serviços diversos, etc.

Como a comunicação com esses instrumentos, entre os homens e suas culturas colaboram para a construção do mundo de amanhã. Quais são as características que contribuem para isso e quais as que a empobrecem? Quais são as propostas para melhorar essa finalidade de comunicação e de difusão do conhecimento? As TIC podem ser apropriadas ao desenvolvimento do pluralismo lingüístico e cultural?

Como, em que sentido deve-se recomendar a evolução desses instrumentos para que eles sejam apropriados -possessão e adaptação- ao emprego. Esta não é somente uma questão relativa à ergonometria mas também à sociologia e, é claro, aos próprios usuários. Com efeito, sua apropriação passa pelo domínio dos volumes de dados a serem transformados em informações, e os da redução dos parâmetros tempo/espaço.

O emprego dos instrumentos oferecidos pelas TIC não é neutro: essas ferramentas têm, por suas próprias características, uma incidência sobre a apresentação dos conteúdos e, em definitivo, sobre os próprios conteúdos. O cravo e o oboé são típicos da música barroca. O western é um gênero típico do cinema.

Essas questões dizem respeito a um cruzamento de expertises diversas incluindo a ergonometria, a sociologia, a lingüística e, sem dúvida, muitas outras.

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As redes "cidadãos" e comunitárias

Globalização e localização caminham juntos: a extensão das redes de telecomunicação à escala planetária, ferramenta privilegiada dessa globalização, é acompanhada pela rápida emergência de redes "cidadãos". Essas comunidades surgem no mundo inteiro sob formas diversas: movimentos de cidadãos, redes de associações ou ONG’s, coletividades, no seio das cidades digitais, associações de bairros, federações de redes, etc. Assim, as tecnologias da informação criam raízes em um terreno cultural e social permitindo uma verdadeira inovação dos usos. Assim, em suas diversidades, essas redes têm um papel crescente na invenção e emergência de novas formas de expressões políticas, sociais e culturais.

Em que as TIC contribuem para o reforço dessas redes cidadãos. Como orientá-las para que desempenhem plenamente suas funções de ferramentas a serviço da atividade dessas organizações.

Que valores acrescentadores essas tecnologias podem adicionar, por exemplo, na construção de uma Europa politicamente avançada, de uma América Latina de democracia reforçada, ao desenvolvimento duradouro dos países africanos? Como elas podem contribuir para a construção de novas estruturas políticas tais como a União Européia, a reforçar a construção da paz, a renovar a prática da democracia, a apertar o laço social, a oferecer aos cidadãos um novo domínio social.

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Expressões humanistas e culturais

Os direitos à expressão e a expressão dos direitos
Expressão multicultural e expressão das minorias.

A constituição de novos modelos econômicos é ao mesmo tempo dinamizada e orientada para as atividades comerciais pelo liberalismo mundial de hoje. A expressão política, social e cultural permite a emergência de atividades econômicas paralelas ao setor comercial.

Inúmeras redes de artistas e ateliês culturais foram constituídas para reforçar o significado pleno da palavra cultura, para preenchê-lo com tudo o que une em uma sociedade e para participar do "viver junto". A arte, a ecologia, o saber, as línguas, as viagens, são partes da cultura e devem estar unidas para que haja um sentido comum face a um mundo cada dia mais complexo.

O que propor para que as TIC contribuam

  • para oferecer novas oportunidades, novos meios à expressão cultural e à criatividade com seus meios multimídia e suas ferramentas de comunicação.
  • para tecer esses laços inter e ultra-culturais com as minorias econômicas e sociais.


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Ultimo modificação: 08/07/1999